domingo, 27 de novembro de 2011

. Você sorri, eu sorrio também



   Menino não se esqueças de mim.
   Não esqueças das noites de risadas, cervejas e Jeff Buckley, que só acabavam com a chegada do sol alaranjado entre as cortinas claras. Ah como era bom dormir em seu peito ouvindo a batida compassada de seu coração - era como ouvir o meu -  acordar com você dormindo e rir, rir para a felicidade, da felicidade, de você, de mim...de nós
   Ah meu moço, não esqueças de nossas brigas, de nossas rixas e intrigas, das nossas coisas ditas sem pensar e quem vinham acompanhadas de desculpas e perdões. Você não imagina como elas me fazem falta.
   Sua bagunça, a toalha em cima da cama e a tampa da privada levantada. A bagunça que deixou em mim.
   Moço, não encontro jeito de me arrumar, de me organizar, me alinhar. Me perco todos os dias em meio a livros, fotos, discos e seu cheiro. E agora, como me encontrar?
   Chegar em casa e não sentir aquele cheiro de Curry, alecrim e manjericão, o barulho das panelas, aquele seu sorriso lindo e encontrar aquele vazio, o silêncio e o telefone do pizzaria na geladeira, tão estranho e cinza.
   Não te peço pra voltar, não tenho tanta coragem, mas quero que fique aqui, nos façamos feliz, nos façamos um, afinal, foi você que me ensinou a ser par, como faço para ser tão ímpar mais uma vez?







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