quarta-feira, 7 de março de 2012
. Ligia
Filha de Iansã, Taurina de ascendente em Virgem, Ligia era uma mistura de um doce sonho com nodas de pés no chão, era essa mistura agridoce. De unhas vermelhas e figa tatuada na nuca, gostava do número 7 e não dormia com a porta do armário aberta. Tinha medo de ir a cozinha no escuro. Ligia nunca era meio termo, ou era 8 ou 80, não existia em cima do muro. Se ela gostasse de alguém, era pra valer, mas se desgostasse, ahhh chance igual nunca iria aparecer. Podia muito bem sentar numa mesa de bar sozinha, pedir sua cerveja gelada e fumar seu cigarro com cara de Brigitte Bardot , mas preferia ter companhia para isso, mesmo quando a conversa enveredasse para as mais novas sub-celebridades, não que o assunto lhe interessasse, mas gostava de ter alguém para papear.
Ela tinha sorte, muita sorte em alguns assuntos, mas quando o assunto era coração ela tinha o chamado dedo podre, o que a fez perder esperança no assunto. É como dizem, sorte do jogo...
Ligia não sabia andar de salto, tinha verdadeira agonia em usar um. Não gostava de usar metros de cabelo. Não entendia essa tendência de Color Block, não era ligada em moda. Gostava de vestidos e saias. Não se sentia mulher mesmo com seus 25 anos, era uma menina com alguns fios brancos.
Apesar da pouca sorte em certas coisas em sua vida, ela esperava que as coisas um dia iriam melhorar. Não que ela esperasse um príncipe em um cavalo branco, na realidade ela só esperava um colo, dedos por entre seus cabelos, abraços de moletom e um pouco de briguinhas bobas. Alguém pra tirar esse azedume
quarta-feira, 25 de janeiro de 2012
. Alguma coisa acontece em meu coração...
Tenho 22 anos de idade e 22 de amor e paulistinidade.
Sampa (apelido carinhoso a esse emaranhado de sentimentos, pessoas e sonhos) sempre teve lugar marcado na menina dos meus olhos, mesmo com seus milhares de problemas, suas injustiças, trânsitos, correrias e desatinos. Mas uma coisa eu lhe digo, não tem como amar São Paulo! Aqui é onde eu me perco, onde eu me acho, onde me animo, onde me estresso, é aqui onde eu posso ler no jardim suspenso do Centro Cultural São Paulo, onde eu posso me encantar com as luzes de Natal na Av. Paulista, onde posso jogar conversa fora com pessoas que quero bem na Rua Augusta, ( ê linda Augusta, de tão bonita só podia ter nome de mulher e coração de mãe pra colocar todos debaixo de sua asa). E é aqui onde eu posso me sentir no Japão, Itália, Pernambuco, Minas gerais ou em qualquer lugar do mundo sem sair da cidade. São Paulo das oportunidades e da falta delas, terra que já não é da garoa: é da chuva! Do frio de 7º e calor de 32º.
E seu moço, se você ainda não foi a um café em SP, ahhh você precisa ir! Principalmente no café do Centro Cultural Banco do Brasil, onde o café do papa é feito de café com a doçura do doce de leite e um toquezinho de raspas de laranja, de se tomar com os olhos fechados! Ahhh e os milhares shows que fui, muitas vezes sem pagar nada, as peças que vi pagando muito pouco e os sorrisos, ahhhh esses eu não paguei nem com impostos.
Quando me perguntam se eu trocaria de lugar, se moraria em outro canto eu penso que talvez moraria, talvez iria, mas morreria de saudade e em 2 anos ou menos eu já estaria pedindo pra voltar, com saudade dos R´s puxados, de toda essa agitação, toda essa correria, dessa cidade que não dorme um segundo sequer.
Nesse aniversário de 458, desejo que a luta dos fracos não seja em vão, igualdade, desenvolvimento, doçura, luta e que a luz dessa cidade não se apague nunca.
Sampa (apelido carinhoso a esse emaranhado de sentimentos, pessoas e sonhos) sempre teve lugar marcado na menina dos meus olhos, mesmo com seus milhares de problemas, suas injustiças, trânsitos, correrias e desatinos. Mas uma coisa eu lhe digo, não tem como amar São Paulo! Aqui é onde eu me perco, onde eu me acho, onde me animo, onde me estresso, é aqui onde eu posso ler no jardim suspenso do Centro Cultural São Paulo, onde eu posso me encantar com as luzes de Natal na Av. Paulista, onde posso jogar conversa fora com pessoas que quero bem na Rua Augusta, ( ê linda Augusta, de tão bonita só podia ter nome de mulher e coração de mãe pra colocar todos debaixo de sua asa). E é aqui onde eu posso me sentir no Japão, Itália, Pernambuco, Minas gerais ou em qualquer lugar do mundo sem sair da cidade. São Paulo das oportunidades e da falta delas, terra que já não é da garoa: é da chuva! Do frio de 7º e calor de 32º.
E seu moço, se você ainda não foi a um café em SP, ahhh você precisa ir! Principalmente no café do Centro Cultural Banco do Brasil, onde o café do papa é feito de café com a doçura do doce de leite e um toquezinho de raspas de laranja, de se tomar com os olhos fechados! Ahhh e os milhares shows que fui, muitas vezes sem pagar nada, as peças que vi pagando muito pouco e os sorrisos, ahhhh esses eu não paguei nem com impostos.
Quando me perguntam se eu trocaria de lugar, se moraria em outro canto eu penso que talvez moraria, talvez iria, mas morreria de saudade e em 2 anos ou menos eu já estaria pedindo pra voltar, com saudade dos R´s puxados, de toda essa agitação, toda essa correria, dessa cidade que não dorme um segundo sequer.
Nesse aniversário de 458, desejo que a luta dos fracos não seja em vão, igualdade, desenvolvimento, doçura, luta e que a luz dessa cidade não se apague nunca.
quarta-feira, 11 de janeiro de 2012
. A você
Não faço mais parte de você, já não me leva contigo, por isso te deixo ir.
Te deixo ir com parte do meu coração, metade das minhas lágrimas e um punhado de saudade.
Um tanto de mim.
Te quero o melhor.
Desejo que encontre alguém que te acompanhe nas suas longas caminhadas pela orla, mas espero que lembre de vez enquando das voltas do meus cabelos, espero que nessa pessoa encontre aquela paz do final de tarde, mas por favor não esqueça de toda a minha agitação que você tentava acompanhar. Espero que nela encontre todo o asssunto que nos faltava, mas também espero que sinta saudade daquele silêncio que só a gente entendia. Que ela durma em seu colo, mas que você lembre das voltas que meus dedos davam em seus cabelos. Que te faça milhões de elogios, mas que você lembre daquela chata que nunca adimitia os erros. Que você encontre afago em seus braços, mas me jure que não vai esquecer da segurança que eu tinha em você. Que escute todos os seus planos, projetos, sonhos e vontades, mas que você sinta falta dos meus também. Espero que ela norteie todos os seus passos, mas que você ria quando lembrar que eu não sei atravessar a rua sozinha. Que ela nunca se esqueça de levar o guarda-chuva quando sairem na tarde de verão, mas que você sinta falta de tomar banho de chuva. Que ela sempre saiba onde está, mas que você sinta falta de viver se pertendo pela cidade. Que ela leia Dostoievski, mas que você lembre do quanto eu gosto de Vinicius de Moraes. Que ela seja racional, mas espero que as vezes você sinta falta de todo o meu chororô emocional. Que ela não tenha medo nem de barata, mas por favor, (isso te peço com todo o meu coração)não esqueça do meu medo do escuro.Que com ela você possa discutir sem brigar, mas que você saiba que quando quiser desabafar é só colocar o 11 na frente do número. Com ela se case -no papel ou não- e tenha filhos ou não, mas que as vezes, a noite, quando fechar os olhos, você lembre do plano inicial. Por fim te peço por favor, leve um pouquinho de mim no bolso, pra de vez enquanto encaixar em seu peito
Que nela você encontre tudo o que não te fizesse ficar
sexta-feira, 30 de dezembro de 2011
. Querido 2011,
Quantas coisas aprendi nesse ano, quantas coisas conheci, quantos lugares eu fui, quantas pessoas eu revi, quantas pessoas eu conheci, quantas certezas tive, quantas incertezas persistiram, quantos sorrisos eu dei, quantos abraços eu recebi, quantas lágrimas derramei -sendo elas de alegria, de tristeza ou de saudade-. Quanto eu cresci! Só tenho a agradecer por todos esses momentos, por todo esses sentimentos e por todas as pessoas que já eram ou se tornaram importantes em todo esse ano.
Quanto a Dois mil e "doce". Que venha, venha com toda essa força, com todo esse amor. Que venha e traga tudo o que 2011 deixou com um pouco mais, pois pra mim 2012 não é o fim de nada, é só a continuação ou o começo de tudo isso que foi plantado em 2011.
Quanto a Dois mil e "doce". Que venha, venha com toda essa força, com todo esse amor. Que venha e traga tudo o que 2011 deixou com um pouco mais, pois pra mim 2012 não é o fim de nada, é só a continuação ou o começo de tudo isso que foi plantado em 2011.
Venha!
Acredito em tudo que reservou em sua bagagem, mas não esqueça das surpresas, dos muitos abraços apertados, muitos banhos de chuva, muita rede, muito trabalho, muito amor, muitos cheiros no cangote, muita felicidade, muitas risadas, muito de tudo de bom! Me traga a calma, os desespero, os sonhos, vontades e as realizações.
Que seja doce...
Que seja doce...
Vous avez été l'un des meilleures choses de cette année
sexta-feira, 9 de dezembro de 2011
.Elisa
Elisa mora no Rio.
Ele mora a Km de distância.
Ela sente saudade, sente vontade, quer estar.
Ele já não sabe o que quer.
Ela faz planos, mas é pura imaginação.
Ele vive o agora.
Ela é dele.
Ele é do mundo.
Ela gosta de doce.
Ele gosta de tudo.
Ela é tímida.
Ele tem um papagaio em sua boca.
Ela grita,chora, faz cena.
Ele ri de toda a situação.
Ela gosta de teatro, cinema e da Lapa.
Ele acha tudo isso muito chato.
Ela é uma sonhadora.
Ele vive o que tiver pra vive.
Ela tem medo de escuro e trovões.
Ele tem medo da solidão.
Ela tem a certeza.
Ele vive na indecisão
Ela quer uma resposta
Ele lhe pede paciência.
Ela vai embora.
Ele a perdeu por entre os dedos.
domingo, 27 de novembro de 2011
. Você sorri, eu sorrio também

Menino não se esqueças de mim.
Não esqueças das noites de risadas, cervejas e Jeff Buckley, que só acabavam com a chegada do sol alaranjado entre as cortinas claras. Ah como era bom dormir em seu peito ouvindo a batida compassada de seu coração - era como ouvir o meu - acordar com você dormindo e rir, rir para a felicidade, da felicidade, de você, de mim...de nós
Ah meu moço, não esqueças de nossas brigas, de nossas rixas e intrigas, das nossas coisas ditas sem pensar e quem vinham acompanhadas de desculpas e perdões. Você não imagina como elas me fazem falta.
Sua bagunça, a toalha em cima da cama e a tampa da privada levantada. A bagunça que deixou em mim.
Moço, não encontro jeito de me arrumar, de me organizar, me alinhar. Me perco todos os dias em meio a livros, fotos, discos e seu cheiro. E agora, como me encontrar?
Chegar em casa e não sentir aquele cheiro de Curry, alecrim e manjericão, o barulho das panelas, aquele seu sorriso lindo e encontrar aquele vazio, o silêncio e o telefone do pizzaria na geladeira, tão estranho e cinza.
Não te peço pra voltar, não tenho tanta coragem, mas quero que fique aqui, nos façamos feliz, nos façamos um, afinal, foi você que me ensinou a ser par, como faço para ser tão ímpar mais uma vez?
sexta-feira, 28 de outubro de 2011
. De todo o dia
Vem, me traga aquelas gérberas lindas. Traga o meu sorriso, traga aquele arrepio e aquele cheiro no cangote.
Vem!
Não esqueças da mala cheia de histórias, de xamego e aquele seu cheiro que ficou em mim.
Traga seus dedos entre meu cabelo, traga aquele colo bom e aquela preguiça de rede.
Suas mil promessas, suas-minhas.
Me faça esquecer dessa saudade, desse vazio que deixou.
Dessa vontade.
Traga minhas horas de sonho, traga arrepio na nuca e aquele sorriso faceiro.
E as risadas de faltar ar, seu abraço, as amoras doces, as borboletas no estômago e a nossa festa.
Suas mãos nas minhas.
Tira esse vazio da minha cama, da minha casa, de mim e de você
Essa falta, esse eco.
Esse nada.
Traga Chico, Caetano, Nara e Gil Traga MPB, Vinicius e Bossa
O nosso par e plural
O seu ceticismo, a minha euforia, o nosso carnaval
A bagunça e as roupas pela casa
Escute tudo isso e viva com a calma de uma tarde de verão.
Com a calma de um ancião e a intensidade de um adolescente
Vem, faça com que as coisas boas aconteçam
Façamos a guerra, mas logo depois me traga a paz
E aquela certeza guardada de que é amor de todo dia
Traga você em mim
Vem!
Não esqueças da mala cheia de histórias, de xamego e aquele seu cheiro que ficou em mim.
Traga seus dedos entre meu cabelo, traga aquele colo bom e aquela preguiça de rede.
Suas mil promessas, suas-minhas.
Me faça esquecer dessa saudade, desse vazio que deixou.
Dessa vontade.
Traga minhas horas de sonho, traga arrepio na nuca e aquele sorriso faceiro.
E as risadas de faltar ar, seu abraço, as amoras doces, as borboletas no estômago e a nossa festa.
Suas mãos nas minhas.
Tira esse vazio da minha cama, da minha casa, de mim e de você
Essa falta, esse eco.
Esse nada.
Traga Chico, Caetano, Nara e Gil Traga MPB, Vinicius e Bossa
O nosso par e plural
O seu ceticismo, a minha euforia, o nosso carnaval
A bagunça e as roupas pela casa
Escute tudo isso e viva com a calma de uma tarde de verão.
Com a calma de um ancião e a intensidade de um adolescente
Vem, faça com que as coisas boas aconteçam
Façamos a guerra, mas logo depois me traga a paz
E aquela certeza guardada de que é amor de todo dia
Traga você em mim
quarta-feira, 17 de agosto de 2011
. Ao Acaso
Sr. Acaso, venho por meio deste deixar explicito o meu descontentamento quanto ao seu serviço. Há alguns anos atrás você me apareceu, assim, como quem não quer nada, fez um rebuliço danado por aqui e até hoje não arrumou toda a bagunça que deixou. Não leve para o pessoal, mas veja bem se consegue me entender: Eu não contratei seus serviços, nunca o quis, aí de repente (há) o Senhor me aparece, pensando que poderia fazer as coisas mudar, é realmente mudaram, mas te garanto que não foi para melhor, talvez a sua intenção tenha sido das melhores, mas sinto lhe informar que de boas intenções esse mundo ta cheio.
Além dessa reclamação de prestação de um serviço não solicitado, preciso informar sobre o mal de saúde de um dos seus funcionários, o tal do...como é mesmo o nome dele? Ah, sim, o tal do cupido. Ele só pode ter estrabismo, Miopia ou mal de Parkinson, fica atirando pra todo o lado e não acerta uma! Procurando no Google sobre esse sujeito, encontrei várias reclamações falando sobre o trabalho mal feito do mesmo, muitas até reclamando que haviam sido machucadas gravemente e até hoje não conseguiram curar a ferida. Resolvi procurar mais a fundo e encontrei vários processos até mesmo no PROCON.
Sr. Acaso, sei que deve ser muito difícil lidar com vários funcionários, mas peço revise o atendimento prestado ao cliente, pois muitos andam realmente sofrendo. Para real constatação é só você dá uma olhada no feed de noticias do seu facebook na quantidade de pessoas reclamando sobre o Senhor, o Cúpido, Tempo e a Sra. Distância, esses dois últimos tenho muito o que reclamar também, mas deixo para a próxima carta.
Aguardo a visita da Senhora Serendipidade.
Atenciosamente,
Nana da Casa de Nana
Serendipidade é um neologismo que se refere às descobertas afortunadas feitas, aparentemente, por acaso.
Acaso é algo que surge ou acontece a esmo, sem motivo ou explicação aparente.
segunda-feira, 1 de agosto de 2011
.Le temps
Lisbela um dia, em sua sabedoria disse:
"...Daí eu fui. Eu fui e vou , toda vez que o amor me chamar, vocês entendem? Como um cachorrinho, mas coroada como uma rainha."
E eu vou, assim, meio torta, aos trancos e barrancos, com raiva do tempo, com respeito a essas borboletas, com coração cheio, lágrimas nos olhos, com uma saudade que não me cabe no peito e a incerteza que me deixa com olheiras, mas eu vou. Eu vou esperando você me pedir pra ficar, esperando você me esperar, com expectativas e com uma pontinha de realidade me dizendo: "Nana, coloque os pés no chão!". Eu sei que posso cair e que o chão é mais duro do que eu imagino, mas para que existe Mertiolate (que não dói) e band-aid?
Tenho que te falar que quando você se foi, eu perdi o prumo, a risca. As coisas já não funcionavam mais e minha cafeteira resolveu queimar, comecei a perder meu óculos, o ônibus, as chaves de casa... Volta ou me deixe ficar.
Você ouviu meu coração que mais parecia uma escola de samba na avenida, o levou contigo dentro da mala, mas será que você o tirou junto com os vinis? Será que o deixou na estante ao lado daquele do Chico?
Ahhh moço, sabe quando as coisas só tendem a andar pra trás?
Sabe quando eu te falei do meu medo do escuro e você me abraçou? Foi ali que tive certeza onde pra sempre eu queria ficar.
Sabe quando você limpou todas as minhas lágrimas? Certeza!
Ahhh moço, como andar com as mãos vazias depois de ter as suas nas minhas?
Naquele dia eu li na porta do banheiro daquele barzinho algo como " A gente se encontra para ser perder, para por fim, se encontrar de vez" (Se eu conhecesse a pessoa que escreveu aquilo, eu daria um beijo na testa dela) E foi quando o aperto do meu peito aumentou, foi quando meu coração começou a bater mais forte que o coração de um beija flor, foi quando eu te quis numa caixinha só pra mim.
Agora me explica moço, por que as coisas precisam ser tão difícies? Por que nunca estamos no mesmo tempo?
T
E
M
P
O
Traga boas novas enroladas nas voltas de seu cabelo
segunda-feira, 20 de junho de 2011
. Isabel
Isabel era moça intensa, de coração movido a borboletas, de arrepios.
De grandes olhos castanhos e nuca a mostra.Fazia de sua vida uma grande festa de cores e sentidos. Tinha loucura pelo o sabor de pimenta, uma grande queda por vinho Bordeaux encorpado (era engraçado o jeito que sua boca e bochechas ficavam avermelhadas) e gostava dos estralhinhos que o maracujá trazia a boca. Gostava de ser despenteada pelo o vento ou por um bom cafuné, do barulho da colherzinha de chá ao ser batida na borda da xícara e de sentir perfumes de olhos fechados. Isabel era moça do mundo, uma hora aqui e outra alí. Ahhh mas seu coração tinha endereço certo, poderia até suspirar por alguns moços, mas só um era dono de suas borboletas. Toda vez que alguém perguntava de quem era seu coração, só uma pessoa lhe vinha a cabeça e era por essa pessoa que ela sorria todas as vezes que ouvia aquele sotaque bom. Era nesse moço que ela pensava toda vez que escuta The Girl.
Isabel já tinha a sua tampa.










